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19 de Setembro de 2019

Para o Bem do Povo

O pilar esquecido de nossa Democracia.

Fernando Lazarini, Gerente de Projetos de Tecnologia da Informação
Publicado por Fernando Lazarini
há 3 anos

Nasci em 1966, durante a Constituição de 1946. Passei rapidamente para a Carta de 1967 e iniciei minha vida profissional na Constituição Cidadã de 1988 e, ao chegar aos 50 anos de idade, entro em um momento de reflexão sobre o que vi da vida. Para tanto inicio falando de dois mestres.

O primeiro professor que marcou profundamente o que sou hoje foi o professor Alberto, entre os anos de 1979 e 1981. Sério e dedicado, ministrava as disciplinas de Geografia, História, Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil (OSPB), período em que aprendi os dois conceitos fundamentais: todo cidadão para ter DIREITOS deve cumprir seus DEVERES, bem como a definição de democracia vigente à época: O governo DO POVO, PELO POVO E PARA O POVO. Hasteávamos a Bandeira Nacional e cantávamos o Hino Nacional, hábitos hoje tão esquecidos.

O segundo professor, que muito influenciou minha forma de ser, conheci durante a matrícula no curso de Ciências da Computação na Universidade de São Paulo – campus de São Carlos, em 1984. Fui recepcionado pelo professor Dr. Fernão, já em fase de aposentadoria. Após o preenchimento dos formulários necessários ao ingresso, ele verifica meu nome na lista dos aprovados, olha para mim sobre seus grossos óculos e pergunta: - Sr. Fernando, o que acredita que irá aprender aqui?

Com toda segurança de quem está eufórico com o início de uma promissora fase da vida, respondi que estava ali para aprender a programar computadores, pois havia programado algumas linhas em um TK-85 no colégio.

A resposta do veterano professor foi rápida e pareceu com uma catarata de decepção.

- Você não está aqui para aprender a programar computadores. E não disse mais nada, apesar de continuar com seus olhos fixos em mim.

Respondi após alguns longos segundos, agora com a euforia bem menor, que então eu estava lá para aprender a montar computadores.

A nova resposta colocou em xeque todo um trabalho de três anos de estudos, noites sem dormir, aulas e mais aulas, seguidas de simulados e mais simulados sem fim.

- Não, você também não está aqui para aprender a construir computadores.

Os cinco segundos após a segunda resposta foram intermináveis. Como eu não esboçava reação, ele então respondeu: - Fernando, você está aqui para APRENDER A PENSAR.

Seguindo então os ensinamentos de meus mestres, gostaria de PENSAR em DEMOCRACIA.

Não é difícil notar, neste turbulento momento da vida do país, o quanto a palavra DEMOCRACIA, está sendo utilizada, por todos os setores da sociedade, imprensa, governos, etc. E o quanto, em minha opinião, a nossa Democracia está incompleta.

DO POVO, a meu ver está bem consolidado, pois vem o trabalho e os impostos dos setores produtivos da sociedade para custear o governo para que este governe o país. Também vem os representantes para compor este governo.

PELO POVO, vêm os votos nos seus futuros representantes, em eleições livres e cada vez mais tecnológicas. Mesmo com a mudança das constituições, as eleições continuam a ser um DIREITO e um DEVER. Há muitos anos ocorrem em ambiente de tranquilidade.

PARA O POVO, deveria ser uma consequência natural dos dois itens anteriores, como uma equação matemática simples, onde

DO POVO + PELO POVO = PARA O POVO

onde PARA O POVO entendo como uma forma resumida de dizer PARA O BEM DO POVO, o que definitivamente não ocorre.

Retornando à questão de DIREITOS E DEVERES, temos que nossos dirigentes são investidos de AUTORIDADE e RESPONSABILIDADE para que o PARA O BEM DO POVO seja alcançado com a melhor QUALIDADE possível, que se os governantes eleitos cumprirem bem seu papel serão coroados de CREDIBILIDADE.

A AUTORIDADE nos dá força para fazer o que é necessário para atingirmos os objetivos, através de exemplos, atos pessoais, linhas de pensamento, produção de leis e normas e principalmente LIDERANÇA pessoal.

A RESPONSABILIDADE significa que se atribui a uma pessoa uma tarefa que ela deve executar, agindo com equilíbrio entre

AUTORIDADE -> <- RESPONSABILIDADE

Assim podemos evoluir a nossa equação como sendo:


Para o Bem do Povo

Outro conceito que acredito ser fundamental para a DEMOCRACIA é o de QUALIDADE.

Acredito que todos nós temos um conceito pessoal de QUALIDADE.

Segundo (Junior et ali, 2010, 17) QUALIDADE pode ser entendida de forma mais ampla como “modelo de gerenciamento que busca a eficiência e a eficácia organizacionais”. Os governantes são eleitos para gerirem com QUALIDADE as organizações públicas.

No mundo privado existem as normas, regulamentos, definições, pesquisas de mercado etc.

No mundo público, existem as LEIS, uma vez que é através delas que o governante sabe o que tem que fazer em benefício do cidadão pagador de seus impostos.

Um exemplo simples são as exigências legais para que sejam cumpridas as melhorias na SAÚDE, EDUCAÇÃO e SEGURANÇA. Todos os cidadãos sabem que quando um destes itens básicos falha, o serviço que ele paga não apresenta a QUALIDADE esperada.

Finalizando no equação,

Para o Bem do Povo


Assim, gosto de pensar que QUALIDADE da DEMOCRACIA é mais do que um conceito e sim uma DISCIPLINA, pois o tempo todo ela pode ser verificada se está sendo para usada para O BEM DO POVO ou não.

Referências Bibliográficas.

JUNIOR, I. M. Et ali. GESTÃO DA QUALIDADE. Rio de Janeiro: FGV. 2010.

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3 Comentários

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Olá... gostei muito de sua publicação. Vou trabalhar seu texto com meus alunos de assistente administrativo (tema transversal). Boa reflexão!! continuar lendo

Obrigado pelo gentil comentario Josiane. Espero que seja útil para seus alunos.
Sucesso a todos. continuar lendo

O texto é ruim. O autor que se considera uma pessoa de extrema direita, se acha dono da verdade e tenta empregar um falso moralismo e falsos bons valores, que na verdade são de origem de seu próprio ego. continuar lendo